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Quando o problema não é a empresa, mas algo que está por além da mesa de negociação: governança, sócios e mercado

Nem todo deal quebra por passivos ocultos ou licenças pendentes. Muitas vezes, o que inviabiliza a transação está em fatores menos tangíveis que um laudo fiscal, mas tão ou mais determinantes para o desfecho: a governança da empresa, a relação entre os sócios e o timing de mercado.

Estatísticas mostram que entre 50% e 70% das transações de M&A fracassam em gerar o valor esperado, e a governança corporativa é frequentemente apontada como fator negligenciado. Empresas com conselhos ativos, processos formalizados e políticas de compliance são vistas como ativos mais seguros e previsíveis; empresas com baixa organização societária, descontrole financeiro ou conflitos entre sócios sofrem descontos significativos no valuation, quando não perdem o comprador antes mesmo de chegar ao preço.

Os três vetores silenciosos de ruptura

1. Governança frágil ou ineficiente

Governança em M&A não é apenas ter conselho e ata de reunião. É ter processos decisórios claros, ritos de aprovação, capacidade de tomar decisões estruturantes em prazo razoável e, crucialmente, conduzir o próprio processo de M&A com método. Um target pode ter números excelentes, mas se a governança é frágil, o investidor percebe que não terá previsibilidade sobre como as decisões serão tomadas pós-deal.

O impacto no valuation é concreto: empresas com boas práticas de governança geralmente alcançam múltiplos mais altos, pois oferecem maior segurança jurídica, contábil e estratégica ao investidor. A governança como pilar estruturante da operação, e não como item de “checklist” jurídico, é uma diferença que separa deals de sucesso de deals que desmoronam.

2. Falta de consenso entre sócios

Quando dois ou mais sócios não compartilham a mesma visão sobre vender ou não, o conflito tende a explodir justamente quando é “tudo ou nada”. É um cenário clássico: um sócio quer sair, o outro não sabe, e a tensão acumulada contamina toda a negociação. No mercado brasileiro, onde empresas familiares representam parcela expressiva das transações, esse fator é ainda mais relevante. 

A assessoria precisa tratar esse tema antes de ir ao mercado. Alinhar expectativas, definir papéis no processo, estabelecer quem decide o quê e, principalmente, garantir que todos os sócios relevantes tenham dito, com clareza, o que esperam da venda e da vida pós-venda.

3. Período ruim de mercado ou setor alavancado

O timing importa. Em janelas desfavoráveis (alta de juros, aversão a risco, incerteza regulatória) boas empresas simplesmente não são vendidas. Não pela qualidade do ativo, mas pela combinação de apetite de mercado, custo de capital e percepção de risco sistêmico. 

A decisão de ir ou não ao mercado em determinada janela é uma das mais importantes que a assessoria e o vendedor tomam juntos. Forçar a venda em momento desfavorável pode destruir valor; esperar demais pode significar perder compradores estratégicos.

M&A não é ciência exata

O trabalho da assessoria é duplo: de um lado, ajudar a organizar a casa (governança mínima, ritos, alinhamento entre sócios); de outro, traduzir o cenário de mercado em decisões concretas: Faz sentido vender agora? Faz sentido travar exclusividade longa? Vale mais ajustar preço ou mudar a estrutura (combinando caixa, ações e earn-out)?

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Higor Rocha

Head de M&A e Estruturação de Projetos da J2L Partners desde 2023

Profissional autodidata, analítico, comunicativo e orientado a resultados, tem sete anos de experiência, tanto em corporações financeiras robustas, quanto em startups inovadoras.

Formado em Engenharia Mecânica pela UFMG e candidato a certificação CFA (level 3), possui um histórico sólido de transações bem-sucedidas em diversos setores, incluindo serviços financeiros, tecnologia, saúde e bens de consumo. 

 

Pedro Lanza

Head Jurídico
da J2L Partners desde 2016

Experiência como advogado tributarista de escritórios de advocacia de renome nacional, como Machado Associados e Sacha Calmon Mizabel Derzi Consultores e Advogados;

Graduado em Direito pela Faculdade de Direito Milton Campos – MG e Pós Graduado em Direito Tributário pela GVLaw – SP;

Possui MBA em finanças pelo IBMEC

João Marcos Aleixo

Analista de M&A e Estruturação de Projetos
da J2L Partners desde 2023

Começou sua trajetória na J2L em janeiro de 2021 como estagiário, onde aprimorou suas habilidades e se familiarizou com os diversos aspectos do M&A. 

Sua paixão pela área e busca constante por conhecimento o levaram a se destacar e, em pouco tempo, se tornar um membro valioso da equipe. 

Nos últimos anos, participou de importantes transações nos setores de logística e saúde. 

Fora da J2L, João se envolveu em projetos acadêmicos que demonstram sua versatilidade e aptidão para negócios. Como membro da Escola de Negócios da UFRJ – Consulting Club, participou da criação e implantação do processo avaliativo para novos membros. 

Lúcio Otávio

Membro do Conselho de Administração ,
CEO e fundador da J2L Partners.

Mais de 30 anos de experiência em posições executivas

Trabalhou durante 14 anos no Grupo Andrade Gutierrez, sendo Diretor de Investimentos sua última posição

Foi membro do Conselho de Administração da Oi S.A. e da Santo Antônio Energia

Foi responsável pela estruturação de projetos como Hidrelétrica de Santo Antônio e Aeroporto de Quito – sendo esse último eleito pela revista Project Finance o Latin American Transport Deal of the Year no ano de 2006

Gestor de investimentos credenciado pela CVMGraduado em Administração pela FUMEC – MG e MBA em Finanças pelo IBMEC.

Líbano Barroso

Membro do Conselho de Administração e
fundador da J2L Partners, e CEO da Rodobens

Mais de 30 anos de experiência em posições executivas

Posições nos últimos 15 anos: Membro do conselho de Administração da Via Varejo, Estácio, Ri Happy e Intermédica. CEO da Via Varejo, Vice Presidência do Grupo Pão de Açúcar, CEO da TAM, CFO da LATAM Airlines, CEO da Multiplus e CFO da CCR

Responsável pela idealização e estruturação da Multiplus e da CCR (incluindo sua Oferta Pública Inicial), e pela fusão LAN/TAM

Graduado em Economia pela UFMG – MG, MBA em finanças pelo IBMEC e Pós-graduado em Direito Empresarial pela FGV.

João Lanza

Membro do Conselho de Administração e fundador da J2L Partners,
e Diretor-fundador da Mundinvest CTVM.

Mais de 40 anos de experiência no mercado de capitais

Posições nos últimos 15 anos: Membro do Conselho da BOVESPA, Membro do Conselho da BSM – BM&F BOVESPA (supervisão de mercados) e Presidente da APIMEC-MG

Gestor de investimentos credenciado pela CVM, responsável por administrar carteiras de clubes de investimento na Mundivest.

Graduado em Administração pela FUMEC – MG.