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Mapeamento de mercado e planejamento de Deal Flow

Cinco pontos fundamentais para considerar no planejamento de uma operação de venda de participação ou de todo o seu negócio.

Cinco pontos fundamentais para considerar no planejamento de uma operação de venda de participação ou de todo o seu negócio:

1) Comece pelos seus concorrentes diretos

No mapeamento de potenciais interessados, o primeiro passo deve ser olhar justamente para o seu mercado, seus concorrentes diretos. Quem já está no seu setor pode enxergar na fusão ou aquisição uma oportunidade para impulsionar seu crescimento. Principalmente se essa empresa já estiver com uma estratégia de consolidação neste mercado.

Aqui, existe um cuidado muito importante: como estamos falando de concorrentes, é fundamental manter segredo absoluto sobre a empresa que está avaliando uma possível venda. Se o seu concorrente souber que a sua empresa está à venda, sua posição competitiva pode ficar fragilizada. Esse é um dos motivos que tornam absolutamente fundamental a participação de uma assessoria especializada no negócio.

2) Considere negócios complementares

A oportunidade de um bom negócio pode vir de empresas em etapas diferentes da sua cadeia de valor interessadas em crescer por ‘verticalização’. Por exemplo: se você é um produtor, pode ser uma boa oportunidade adquirir uma rede de varejo para comercializar os seus produtos diretamente para o consumidor final. Se o seu negócio é uma rede de laboratórios de medicina diagnóstica, ela pode ser vendida para um grupo hospitalar para funcionar como apoio e extensão de serviços.

3) Empresas estrangeiras interessadas em entrar no país

Costumamos também olhar para fora do país, para companhias que estejam interessadas em entrar no nosso mercado e que possam ver no M&A com a sua empresa uma oportunidade de fazer esse movimento com velocidade e segurança.

Pense no caminho inverso, em que você, por hipótese, decide estender a sua operação para outro mercado, digamos, a Europa. O que parece mais interessante: começar do zero, tendo que aprender sobre a realidade de cada mercado específico, formar uma equipe e carteira de clientes ou simplesmente comprar uma empresa que já tem tudo isso e, ainda por cima, um histórico consistente e documentado? É por isso que a aquisição normalmente se mostra uma excelente estratégia de internacionalização.

4) Sinergias

A pergunta fundamental é: “de que forma quem vai comprar a sua empresa de fato se beneficiará dela?” A aquisição pode se justificar por um ganho de competências, conhecimento, credibilidade, habilidades, tecnologias, equipe treinada, carteira de clientes/parcerias estratégicas, capacidade produtiva, abertura de mercado… As sinergias podem ser muitas; o mais importante é entendê-las para poder avaliar com precisão o ganho que estará associado à operação e o valor que deve ser atribuído a ela.

5) Considere todas as possibilidades

Existe uma diferença muito grande entre um negócio e “o” negócio. Vender uma empresa não é igual a vender um produto ou um equipamento. A valorização de uma empresa é diretamente proporcional a quanto ela vai gerar no futuro para quem a adquirir. E isso depende de estratégias que podem não ser óbvias para todo mundo.

Nossa experiência mostra que se o planejamento for bem feito, serão mapeadas as melhores alternativas e chegaremos à descoberta de quem tem mais a ganhar com o negócio. Muito provavelmente, esta será a empresa disposta a pagar mais por ele.

Fazendo uma analogia, imagine que você tem um relógio raríssimo de ouro e pretende vendê-lo. Você dará preferência a um colecionador em um leilão ou a alguém que simplesmente vai pagar pelo peso do ouro derretido que conseguir obter?

Quer entender o potencial de uma operação envolvendo o seu negócio, converse conosco.

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Pedro Lanza

Head Jurídico da J2L desde 2016

Experiência como advogado tributarista de escritórios de advocacia de renome nacional, como Machado Associados e Sacha Calmon Mizabel Derzi Consultores e Advogados;

Graduado em Direito pela Faculdade de Direito Milton Campos – MG e Pós Graduado em Direito Tributário pela GVLaw – SP;

Possui MBA em finanças pelo IBMEC

Andre Bularmaqui

Head de Estruturação e
Análise da J2L Partners desde 2020.

Mais de 15 anos de experiência nas áreas de estratégia e finanças em empresas como Vale, Accenture e Brookfield; 

Atua na avaliação e reestruturação financeira de empresas, na captação de recursos e na elaboração de planos de negócios;

Foi Superintendente de Planejamento Financeiro (FP&A) da Brookfield Incorporações e Sócio da AVIV Investimentos;

Graduado em Engenharia Eletrônica e de Computação pela UFRJ – RJ e com Mestrado em Engenharia de Produção com ênfase em Estratégia Empresarial pela COPPE/UFRJ – RJ

Lúcio Otávio

Membro do Conselho de Administração ,
CEO e fundador da J2L Partners.

Mais de 30 anos de experiência em posições executivas

Trabalhou durante 14 anos no Grupo Andrade Gutierrez, sendo Diretor de Investimentos sua última posição

Foi membro do Conselho de Administração da Oi S.A. e da Santo Antônio Energia

Foi responsável pela estruturação de projetos como Hidrelétrica de Santo Antônio e Aeroporto de Quito – sendo esse último eleito pela revista Project Finance o Latin American Transport Deal of the Year no ano de 2006

Gestor de investimentos credenciado pela CVMGraduado em Administração pela FUMEC – MG e MBA em Finanças pelo IBMEC.

Líbano Barroso

Membro do Conselho de Administração e
fundador da J2L Partners, e CEO da Rodobens

Mais de 30 anos de experiência em posições executivas

Posições nos últimos 15 anos: Membro do conselho de Administração da Via Varejo, Estácio, Ri Happy e Intermédica. CEO da Via Varejo, Vice Presidência do Grupo Pão de Açúcar, CEO da TAM, CFO da LATAM Airlines, CEO da Multiplus e CFO da CCR

Responsável pela idealização e estruturação da Multiplus e da CCR (incluindo sua Oferta Pública Inicial), e pela fusão LAN/TAM

Graduado em Economia pela UFMG – MG, MBA em finanças pelo IBMEC e Pós-graduado em Direito Empresarial pela FGV.

João Lanza

Membro do Conselho de Administração e fundador da J2L Partners,
e Diretor-fundador da Mundinvest CTVM.

Mais de 40 anos de experiência no mercado de capitais

Posições nos últimos 15 anos: Membro do Conselho da BOVESPA, Membro do Conselho da BSM – BM&F BOVESPA (supervisão de mercados) e Presidente da APIMEC-MG

Gestor de investimentos credenciado pela CVM, responsável por administrar carteiras de clubes de investimento na Mundivest.

Graduado em Administração pela FUMEC – MG.